Nasceu
em 10 de fevereiro de 1896 no Rio de Janeiro. Seus pais transferiram-se para
Curitiba e depois para Tietê, mandando o filho para Rio Negro, onde fez
seus estudos. Mais tarde, instalaram-se com casa de comércio em Curitiba.
Guarda-livros formado, Abibe dedicou-se profissionalmente ao
comércio. Com seu irmão Manoel Antonio, organizou uma cerâmica,
na Vila Guaíra, que não obteve sucesso. Em 1938, então
na Rua Voluntários da Pátria, 112, instalou-se com escritório
no ramo securitário, atividade que exerceu até seus últimos
dias. Foi representante de nove seguradoras.
No campo espírita, pode-se afirmar que a curiosidade
pelas chamadas, na época, "experiências do copo", produzidas
por sua esposa e amigas, aproximaram-no do Espiritismo.
Ligou-se à Federação Espírita do
Paraná - FEP, à qual durante mais de 40 anos dedicou expressiva
parcela de sua laboriosa vida, tendo sido um dos mais entusiastas e assíduos
integrantes de seus órgãos diretivos. Com João Ghignone,
Arthur Lins de Vasconcellos, Honório Melo e tantos outros, esteve à
frente de todas as iniciativas no campo doutrinário e, principalmente,
ligado estreitamente a todas as obras sociais, como albergues noturnos, hospital
psiquiátrico, colégio, creches-lares, etc.
Foi praticamente membro permanente do Conselho Federativo da
FEP. Como vice-presidente, companheiro inseparável de João Ghignone
em seus 45 anos de presidência, assumiu o primeiro posto em razão
da desencarnação de Ghignone, em 8 de junho de 1978, sendo eleito
em seguida para o período de fevereiro de 1979 a janeiro de 1981 para
a presidência. Findo o mandato, passou a integrar o quadro de Presidentes
Honorários, ao lado de Arthur Lins de Vasconcellos.
Foi fervoroso aficionado da obra assistencial e educacional
do "Lar Icléa"(Departamento da FEP), onde gerações
de meninas órfãs têm recebido todos os atendimentos de um
verdadeiro ninho doméstico. A elas proporcionava paternais atenções,
inclusive no ensino das artes, tendo tido a satisfação de ver
uma das ex-alunas fundar uma Academia Musical. Os domingos, Abibe Isfer os dedicava
a levar as órfãs a passeio, e todos os intervalos das suas ocupações
de agente de seguro, - exercidas até o fim da vida - pertenciam a quantos
necessitassem dos seus socorros de médium ultra-sensível, pois
a grandeza moral e a sua inflexível aplicação da doutrina
espírita o categorizavam como excelso realizador do Cristianismo.
Todos os recantos do Paraná podem recordar os feitos
desse genuíno apóstolo de cujos serviços tanto se utilizaram
as insondáveis mas positivíssimas energias do bem, realizando,
com toda inteireza, a magnitude da caridade autêntica.
Abibe Isfer desencarnou em 9 de abril de 1986
Dados extraídos do site Universo Espírita -
http://www.universoespirita.net/
Copyright © por Garanhuns Espirita Todos os direitos reservados.