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sábado, 23 de fevereiro de 2019

MAGNETISMO EM O LIVRO DOS ESPÍRITOS (Parte IV)

(Artigo de Cláudio Luciano publicado em seu site)

MAGNETISMO EM O LIVRO DOS ESPÍRITOS
(Parte IV)

483 - Qual a causa da insensibilidade física que se observa em alguns convulsionários, assim como em outros indivíduos submetidos às mais atrozes torturas?

Em alguns é, exclusivamente, efeito do magnetismo, que atua sobre o sistema nervoso, do mesmo modo que certas substâncias.
Em outros, a exaltação do pensamento embota a sensibilidade.
Dir-se-ia que nestes a vida se retirou do corpo, para se concentrar toda no Espírito. Não sabeis que, quando o Espírito está vivamente preocupado com uma coisa, o corpo nada sente, nada vê e nada ouve ?” (Destaquei)

Ainda estudando a questão dos convulsionários, Kardec nos apresenta esta pergunta, em face do seu interesse no assunto e a resposta dos Espíritos é bastante clara, sem margens a dúvidas sobre o tema.


Destaco que os Espíritos responderam que, em alguns é, exclusivamente, efeito do magnetismo, atuando sobre o sistema nervoso.

Ora, se diante de tais fenômenos, percebemos a força do poder magnético, ao ponto de insensibilizar a criatura sob sua ação, sob seus efeitos, o que não faríamos utilizando-nos de forma correta, coerente do nosso poder magnético, devidamente adestrado pelo estudo e pela prática?

A propósito, vejamos o que nos ensina O Livro dos Médiuns (1):

Agiria com maior eficácia aquele que, tendo a força magnética, acreditasse na intervenção dos Espíritos?

“Faria coisas que consideraríeis milagre. ”

Assim, os Espíritos respondem que, o magnetizador que, além do seu poder magnético, apoiar-se na intervenção do Mundo Espiritual, operaria verdadeiras curas.

Aliado ao seu poder magnético, os Espíritos Amigos, que tem uma visão mais ampla do que qualquer encarnado, ainda que clarividente, manipulariam o fluido magnético, para atingir os objetivos necessários.

E isto que tem ocorrido nas instituições onde são aplicados os passes magnéticos, com análise do feed back dos pacientes e com os testemunhos de muitos deles.

Alegar que se trata de apenas um efeito placebo seria um contrassenso porque se o passe magnético for aplicado de forma incorreta o paciente sente seus efeitos, e ninguém vai tomar passes desejando sentir-se mal!

Lembro bem de ouvir, quando na minha juventude, nas casas Espíritas que quando o paciente passa mal durante o passe, era tudo culpa exclusiva dele: falta de fé, obsessão, aceitação, etc, etc.

Há pessoas com falta de fé, obsidiadas, sem aceitação? Claro, e muitas!

Mas nunca se cogitou de que o problema também poderia estar relacionado ao passista ou à forma como ele aplicava o passe (concentrados sem dispersivos).

Até onde minha ignorância me permite saber, só de uma pessoa o¹uvi chamar a atenção para este fato: JACOB MELO!

Pois bem! Volto a tocar na mesma tecla: por que não se debruçam sobre o passe magnético aqueles que lhes apontam o dedo?

Ora, se não precisa acreditar nem em Espíritos!




(1) - KARDEC, Allan. O LIVRO DOS MÉDIUNS, II Parte, Cap. XIV, item 176, questão 04

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